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segunda-feira, 14 de junho de 2010

Atentados e teorias.


Bom dia/tarde/noite/madrugada ou período aleatório em que você estiver lendo o blog!

Duas semanas atrás, mais precisamente quarta-feira dia 02 de junho, na minha faculdade, recebemos o seguinte comunicado:
"Atenção!
Por favor evacuem o prédio.
Estamos com uma situação de simulação de incêncio"
Bem, não era uma simulação, na verdade era uma ameaça de bomba.
"Se o Pica-Pau tivesse comunicado a polícia, nada disso teria acontecido."
Pois comunicaram, houve toda uma operação, para um alarme falso.

Nesse momento, não sabíamos muito bem o acontecido até chegar em casa e olhar na internet.
Então, via Orkut, eu e meu caro amigo Rafael Vilela/Bolacha/Vitela tecemos uma teoria socialista por scraps sobre.
Sim, não sou o único louco em meu círculo de amizades.
Vamos a ela!




Robinho:

HÁ!
SIMULAÇÃO MEU OVO!
Como imaginávamos!

Rafael:
Universidades são engraçadas. 
Uma tem alunos gays que xingam uma mina pq ela foi com um saia curta pra faculdade, outra chama o esquadrão anti-bomba pq esqueceram o McLanche Feliz na escada.

Robinho:
Mano, não é MC Lanche...
É uma estratégia de marketing do Kinder Ovo, vão tentar voltar com a franquia!!
Aí precisavam de um evento que chamasse a atenção!!

Rafael:
De qualquer maneira, são empresas capitalistas usando de artefatos massificados e usando a paranóia social como forma de publicidade!
Depois os comunistas são os monstros sociais, ou seja...fudeu com a porra toda

Robinho:
Sim!
Aí você pensa, se fosse nos idos de 1980, principalmente em meados, isso seria um ataque comunista e para podermos fugir com mais facilidade, todos teriam de comprar tênis da Nike.

Mas como estamos em tempos modernos, fica por isso mesmo.
Porém quem está por trás disso são os grandes conglomerados multinacionais que sempre vão botar a culpa nos pobres socialistas que estão cuidando da vida deles.
E sem contratar operários ilegais que trabalham em extensos turnos e ganham salários sub-humanos.

Rafael:
Exatamente.
Essas empresas que aqui se instalaram com pouco, ou nenhum imposto, contratam bolivianos, pagando 35 centavos por dia ou adolescentes duros. Logo, alguns de seus funcionários passam a se revoltar com a situação após assistirem "Diários de Motocicletas" e planejam alguns ataques metalinguísticos, vide o brinde do Mc Lanche ser comparado à uma bomba. Dessa forma o próprio sistema se contradiz, pois o Mc Lanche Feliz se torna algo perigoso a grande população, mesmo que alienada.

Robinho:
Exatamente, principalmente, pois, o real motivo e causa do alarde fica escondido das grandes mídias e todos pensam que foi somente um “alarme falso”, mas que nada tinha relação com algo tão estúpido como brindes de lanches.

Claro que como o sistema sempre irá favorecer as grandes corporações, sendo a faculdade uma delas, tudo será dito como um engano e os bravos e corajosos homens das forças especiais e táticas designadas para o trabalho salvam o dia novamente.
O que, na verdade, pode ser traçado inclusive como um paradoxo com o bom e velho Capitão América que sempre triunfa sem nenhum arranhão contra o perigo vermelho.

Perigo vermelho esse, que como no caso de hoje, não passa de algo supérfluo e que não causaria danos a ninguém.
Muito pelo contrário, pelo menos no caso dos vermelhos.
Já que o lanche causa aumento do colesterol.

Rafael:
Concordo plenamente. Economicamente falando, a partir do momento que todo alarme estiver disseminado em toda mídia, os grandes afetados serão as crianças. Elas verão como o tais empresas salvam vidas e automaticamente passarão a querer fazer parte dessas corporações, ganhando um salário de boliviano, assim achando que estão fazendo um bem para o mundo.
Outra coisa a se ressaltar é a cor do alarme que avisa a aglomeração universitária de que um atentando está para acontecer. Vermelho. Logo, as pequenas criaturas alienadas pelas mídias sociais completamente parciais, verão na cor vermelha o inimigo, dessa maneira se voltando contra a bandeira socialista e... Sei lá, o flamengo.

Robinho:
Deveras. Vermelho esse que também é a cor do Chapolin Colorado, um anti-herói, uma vez que ele tem todas as qualidades extremamente opostas aos heróis Yankees, mas ainda assim consegue resolver todos os problemas no final de forma eficaz, o que torna um exemplo viável de que o socialismo, tão mal dito pelos sistemas financeiros, é totalmente viável. 

Claro que o mundo capitalista nunca poderia deixar esse fato tomar maiores proporções na mídia, essa que também tem foco monetário. Então tudo é vetado, transformado em uma sub-cultura e banalizado para que as gerações cresçam com isso sendo um exemplo de "errado". Como, também continuando no exemplo do Chapolin, esse não é mais transmitido em rede nacional. 

A emancipação da mente, cada vez mais cedo nos dias de hoje, ainda nos deixa restar esperanças de que alguma ínfima parcela da população se abra conta esses impérios controladores de opinião e que subjugam classes minoritárias.

Mas até que haja uma mudança de maior parte das mentes sediadas pelas mídias, estaremos à mercê de brinquedinhos de franquias de fast-food sendo tratados como artefatos explosivos... Ou mesmo como algo que seu filho pentelho sempre pede pra você comprar, gastando 15 dinheiros pra poder ter a porra do Ben 10!

Rafael:
Exacto.
Acho que a solução pra esse impasse sobre tal ponto de vista político, é fazer com que as crianças ouçam mais músicas como "Vermelho" do grupo carrapicho. Também acho viável divulgarem de forma massiva a Escolinha de Frankfurt, tudo bem que com tal divulgação nos grandes anais da comunicação, o próprio ideal entra em contradição. Mas é nesse âmbito que se encaixa novamente a metalinguagem como meio de combater o sistema usando o mesmo. 
Pode-se usar algum horário nobre ou então comprar um horário no programa da Sônia Abraão, assim o ideal anti-comunicação de massa se espalhará como a escola de Frankfurt fosse mais uma corporação capitalista de ensino enlatado.
Nada como uma grande dose de psicologia para usarmos a mídia capitalista a favor da causa.

Robinho:
Deveras revigorante.
E vendo que nosso impasse nos levou para tal ponto, vejo também que essa investida dos grandes capitalistas também é algo em que Sônia Abraão vem trabalhando secretamente, ela é uma parte importante desse plano de dominação mundial.
Pensemos:
Massas são burras, principalmente porque não questionam o sistema e tendem a seguir a corrente.
E a Sônia faz o que? Deixa as pessoas burras com o nível de assuntos completamente inúteis e debilóides de seu programa!
Ela, Luciana Gimenes, Mama Brusqueta, entre outros “seres televisivos” estão juntamente com os impérios capitalistas tentando deixar a população mais estúpida para que não questionem os métodos escusos do sistema que, ao contrário do que tenta provar, mata mais gente que o socialismo, ou antes, seu antecessor comunismo.

Podemos ver que, todas essas manobras de acobertamento e teorias conspiratórias fazem com que se continue a mercê do Tio Sam, Tio esse que condicionou a sociedade a viver segundo o American Way of Life, sendo que existe um paradoxo terrível nisso. Já que viver por esse modo "livre e feliz" de vida na verdade se torna uma prisão para o ser humano, que busca a todo custo esse tipo de aceitação e acaba se decepcionando, e pior, quando atinge essa meta se vê em um molde totalmente pré-fabricado pelas multi-nacionais.

E agora eu pergunto, meu caro amigo, viver com uma forma já imposta de meio é um exemplo de liberdade?

Simplesmente não acho válido!

Rafael:
Não é válido, tão pouco relativo, pois só há uma verdade nisso tudo: A alienação massificada é tão destrutiva quanto a H1n1.
Usei-me da h1n1 para traçar um paradoxo, partindo do principio por você questionado.
A h1n1, da mesma forma que mama Brusqueta, Sônia Abraão e todo o exército maligno, é só uma forma de trazer e confirmar a paranóia e aceitação de qualquer informação dada por esses meios de comunicação e por seus representantes pitorescos.
Sigo com a pessoal teoria de que a gripe suína não existe, ela veio para aquecer o mercado farmacêutico viral, pois apenas o Naudecon não conseguia sustentar esse mercado, logo, o pânico global foi inserido por governos extremamente capitalistas, assim pessoas atacaram as injeções contra a h1n1 com a mesma intensidade que fazem com o bolo gigante de comemoração pelo aniversário de São Paulo, fato que mostra o quão vulnerável nossa sociedade se torna a mercê dos conglomerados de informação.

Robinho:
Concordo plenamente, companheiro. 
Já que, uma vez inseminado o terror sobre as massas, é quase impossível desfazer o pandemônio causado. Como durante as comemorações de aniversário de São Paulo, que estão todos apreensivos, e após receberem o aviso de quem podem “atacar” o bolo se torna impossível pedir para pararem ou retomar a pureza do bolo, que é desmembrado parte a parte, como zumbis atacando vitimas ainda humanas em filmes de zumbis.
Se olharmos atentamente esse tema anterior, não exatamente dos filmes de zumbis, mas sim de filmes no geral, veremos que o ideal de final feliz que o mundo financeiro aplica é utilizado lá também para massificar as opiniões dos expectadores com relação ao que seria uma vida bem sucedida.
E no caso da h1n1, vemos que houve uma grande repercussão que logo foi finalizada. Creio que deve ter sido um fato parecido durante a década de 70 quando foi lançada a música “She’s got The Jungle Feever”.

Em suma, com todo nosso prévio estudo sobre o ocorrido em nosso estabelecimento de ensino podemos ver, que, toda a mídia atual pode ser considerada deteriorada, pois colabora para fins que só levam em conta o aspecto monetário e lançam pandemias desnecessárias e terríveis que muito afetam a humanidade como gripes, o Restart e as Vuvuzelas, anteriormente conhecidas como "cornetas'.

Tendo em vista que seremos profissionais das mídias, poderemos mudar isso tudo.
Tornar as mídias mais humanas, realistas e igualitárias.
Para isso, precisamos de uma única coisa, caro amigo:

QUE ALGUÉM NOS CONTRATE LOGO! POR FAVOR!

O que acho totalmente válido.




Agora vocês sabem, conseguimos enrrolar muito tempo simplesmente falando nada com nada!
Mais ou menos como sempre faço aqui no blog!
Tomo o tempo de todos vocês, mas os adoro!
Pelo menos nos momentos que comentam coisas construtivas...
De acessarem já fico feliz!
Enfim, logo mais voltarei.
Eu sou Robinho Bravo:
Até o próximo e emocionante episódio!




Bem Desocupado Soundtracks: Now Playing - Golden And Green - The Builders And The Butchers.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Improvisos e Canções.


Ô rapaz!
Você por aqui?
Senta aí, vamos tomar uma cervejinha...
Enfim, novamente aqui para maiores informações super irrelevantes sobre a vida.
Essa sexta eu fui em um barzinho de Karaokê!
Sim, pessoas inconvenientes, mas como o lugar era só pra isso, vale!
Problema é aqueles que ficam em butecos e sempre tem um bebum cantando algo do Chitãozinho & Chororó.
Enfim, mediante esse meu programa pensei em uma situação que teria ligação com essa arte de cantar acompanhado de bases de tecladinho de churrascaria.
Sentá que lá vem história!




A arte do freestyle.


Seguinte...
Para deixar claro o porque de estar aqui, primeiro preciso contar como tudo começou:

Minha mãezinha é uma santa, mas cometeu um único erro em sua vida. (Dois de você contar aqueles drinks a mais na noite em que acabei sendo concebido.)
Esse erro causou problemas para muitas pessoas, alguns problemas que ainda hoje incomodam.
Minha mãe tinha um serviço de KARAOKÊ!!
Sim, ela montava karaokê em festas, casamentos, uniões de pessoas do mesmo sexo (Sempre rolava Village People e Ricky Martin nessas), batizados.
e uma certa ocasião em um velório, que por acaso, quem parecia se divertir mais era a viúva que cantava "We Are The Champions".

Até então eu não tinha muitas ambições em minha vida, tirando o sonho de meus pais de que eu fosse um advogado.
Tinha acabado de terminar a faculdade, com uma efetivação garantida em um escritório de advocacia. Eu tive minha primeira experiência com o trabalho de mamãe.
Certo dia seu assistente, Juan, com quem ela estranhamente insistia em dar caronas até em casa após o serviço, teve um problema de ordem intestinal e precisou faltar.
Fui ao auxilio de minha genitora e ajudei a montar os equipamentos.

Tudo ia como deveria, até o momento que algum dos convidados da festa (festa de 15 anos, imagine a animação) não apareceu para cantar música que tinha escolhido.
Antes que eu passasse para a próxima música, um dos convidados falou para eu cantar. Após muitos convidados insistirem, eu resolvi acatar os pedidos de todos os cinco.
A música era dos Racionais Mcs.
Eu estava em um outro nível, quase como se ao mesmo tempo em que estivesse lendo as letras estava pensando "é isso!".
Logicamente não iria largar as coisas que eu tinha pelo rap, resolvi inovar.
Eu tinha que defender meu primeiro réu em um julgamento quatro dias depois, usei os dias que me faltavam para pensar em minha estratégia.


O grande dia havia chegado:

- Senhor Arnaldo Salles, pode começar com a defesa inicial.

- Senhor meritíssimo, gostaria de à partir de agora ser chamado de Mc Pinóquio.

E se liga, olha pra cara do meu cliente.
É claro que ele é inocente.
Essa mulher quer se dar bem.
O dinheiro ela tá sem.

Se liga, o cara tem grana e curte uma balada.
A mulher tá na pior e é falada.
Processo de assédio é pra se levantar.
Aí, meu cliente que vai querer derrubar.
Ela não tem prova causal.
Só que ela é mulher liberal.
Tenham em mente, meu cliente é inocente.


Bem, minha estratégia surtiu efeito, mesmo sendo um processo ganho já que o réu era gay.
Mas meu esquema de Advogado-Mc fez sucesso!
Depois desse processo alguns trabalhos já surgiram pra mim, uma coisa que me deixou feliz.


Esse homem é culpado!
Ficou muito de lado.
Aí, nunca vi inocente que transpirar.
Isso pra mim é coisa de quem acabou de matar.
Mas não quer se entregar.
Quer se livrar.
Advogado caro que ele vai pagar.
Meritíssimo me responde.
Ele tem uma mala fechada.
Eu sei o que ele esconde.
A arma que foi usada!


Mc Pinóquio agora era um advogado famoso.
Eu cobrava muito, falava pouco e já conseguia a causa.
Como alegria de advogado dura pouco e a indústria fonográfica é invejosa, eu tive um pequeno problema.


Aí doutor meritíssimo.
Meu cliente é inocentíssimo!
Como minha tia já dizia.
Precisa analisar o toco antes de amarrar nosso jumento.
Agora a mulher que vem com invento de separamento.
Ela teve sete anos de namoro pra analisar.
E agora depois de mais seis meses quer divorciar?
Meu cliente é!
É inocente!


Ganhei mais uma causa, na saída do tribunal recebi uma coisa que não imaginaria, um processo!
Aparentemente um de meus freestyles era, na verdade, uma letra de música registrada de um grupo de rap chamado "Muita Treta Mcs".
Então fui vitima de meu próprio dom, acabei perdendo meu dinheiro pra poder pagar a indenização de direitos autorais.
E por isso estou aqui, senhor Letterman.
Pra lançar meu livro "O sucesso e os réus: A história de um Mc".
Já à venda nas melhores redes de livrarias.


 
Pudemos aprender uma lição com o conto de hoje crianças, lembrem-se:
Nunca atravessem a rua sem olhar para os dois lados e dar a mão pro papai ou pra mamãe.
Se você prestar atenção na história, verá que isso tem tudo haver!
E em alguns dias nos veremos outra vez para mais lições de moral que não tem nenhum sentido com nada que foi dito!
Eu sou Robinho Bravo:
Até o próximo e emocionante episódio!






Bem Desocupado Soundtracks: Now Playing - Make This Happen - Downset.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Revelações Absurdas.



Opa, cuméquitá?
Voltando ao blog e já respondendo a frequente pergunta:  Não vai atualizar não?
Eu faço dois posts ao mês, logo, mês novo post novo!
E acelerando a introdução de hoje, o "logo" me fez criar um título para um conto...
Penso, logo, não durmo!
Que dessa vez será mais voltado ao formato antigo, das Crônicas Desocupadas!
Quanto tempo!
Mas pensar muito as vezes se torna um problema, principalmente quanto tentamos dormir.
Eis que, na falta maior do que fazer, vou narrar como seria uma de minhas aventuras de devaneios anti-sono:



Meia noite.
Bom, vamos lá...
Um dia igual qualquer outro, momentos engraçados que, em maioria, são logo esquecidos.

Bom, vamos lá...
Só se concentrar... Mas como seria se hoje eu tivesse ido de ônibus ao invés do metrô?
Provavelmente um engarrafamento por culpa de um caminhão de entregas de laticínios que quebrou na pista do meio e em súbito derrubou cerca de 1,5 toneladas de produtos a base de leite criando uma espécie de barreira intransponível feita de lactose, pra qualquer um seria só passar pelas pistas laterais, coisa que seria difícil para eu passar já que tenho alergia a laticínios... Ao invés do homem que caiu na linha do trem que só me fez perder 20 minutos a mais dentro do vagão. (Calma, eu não tenho alergia a laticínios... Mas seria engraçado)
E lá vou eu!
Ta, parou!

Bom, vamos lá...
Não pensando em nada...
Tá frio...
Será que o Bob Dylan usa meias para dormir no frio?
Porque eu odeio, durmo até com os pés pra fora do edredom!
O Bob Dylan não deve ser assim, acho que ele dorme com meias... Daquelas vermelhas.

Uma da manhã!
Já foi uma hora e nada!
Quem sabe ligando a Tv?
Mas esse horário não existe muita coisa interessante na Tv. (como se em algum outro horário fosse super incrível.)
Não, mas agora o máximo que se encontra são aqueles games por celular que é preciso identificar qual dos três números na tela tem dois dígitos... (7, 4 e 65)
Ou tem aqueles programas de leilão de jóias, esses sim!
Um brinco do tamanho de um feijão em 5 prestações de 978 reais e 33 centavos! Pechincha!!
Mas isso é bom, pois de madrugada eu sou rico!
Desisto da Tv, vou tentar de novo!

Isso... Sem pensar nada... Logo mais...
Uma idéia de um conto legal, um cara pede uma impressora ou algo meio supérfluo pela Internet e recebe quatro dias após o prazo de entrega uma caixa com um Vietnamita dentro.
No mesmo dia no escritório de administração de uma fábrica multinacional de calçados recebe do nada uma impressora ou algo meio supérfluo.
Agora imprime contratos de escravidão patenteados para os operários Vietnamitas, contrato esse que será abatido integralmente e com correções de seus salários de 42 centavos diários.
Em compensação, o cara nunca mais precisou comprar um tênis na vida...
Espero me lembrar disso amanhã.

Duas e meia da manhã!
Difícil, viu!
Será que só eu passo por isso?
Porque o Woody Allen deve conseguir rapidinho, um comprimido e até o dia seguinte!
Acho que posso começar a fazer como ele.
Será que o farmacêutico tem esse problema?
Porque no menor sinal é só ele pegar uma caixinha e pronto... Isso se for daqueles que moram em cima da farmácia...
Se não ele teria que pegar no outro dia, mas ai ficaria meio feio, os funcionários podem pegar como mau exemplo e de repente não existe mais nada dentro da farmácia além de alunos junkies de farmácia estagiando totalmente loucões.
Imagina se os caras do Trainspotting trabalhassem em farmácias?
Seria no mínimo engraçado.
E se o Woody Allen trabalhasse em uma?

- Woody, pegue uma caixa de Advil 10ml pra mim?
- Sim, claro. - Com um ar de sarcasmo inerente - Mas você não prefere esse que eu tenho aqui no meu bolso, mesmo?
Só está faltando um comprimido, acidentalmente ele desceu pela minha traquéia junto com uma dose semi-cavalar de xarope pra tosse versão noite.
Mas juro que vou compensar fazendo hora extra... Não vou perceber o tempo passando mesmo.

E se... QUATRO DA MANHÃ!
Droga! Será que é melhor me render?
Não, ainda não.
Cara, vontade de ouvir The Cribs... 
E a MTV, será que tem algo que preste lá agora?
Nem vou tentar, vou aproveitar o pouco que me resta...
Duvido que a Beth Gibbons assista a MTV, os clipes dela mal passam lá.
Preciso gravar as músicas num só CD, assim escuto no carro.
Queria ver algum comercial de carro que não tenham pessoas bem sucedidas, só por causa do carro.

"Excelência em tecnologia. Modelo arrojado eleito três vezes o melhor do ano pela revista quatro rodas. Motor de 230 cavalos de potência com injeção eletrônica. Suspensões independentes nas quatro rodas..."
- Eu compraria esse carro... Mas agora que estou dentro dele sou bem sucedido! Não preciso mais dele... Sou rico e vou de helicóptero!
James, pare no Starbucks que preciso de um café.

_ Sim, patrão. Mas não prefere que eu vá até a Colômbia buscar o mais puro café das montanhas com aroma e sabor inigualáveis do que atravessar três faixas de tráfego e ainda desviar desse caminhão de laticínios quebrado? (Surpreendentemente o motorista também era o Woody Allen.)

Cinco e vinte da manhã!!
Faltam quarenta minutos, ultima tentativa...
...
...


Nossa! Que horas são?!
Oito E Quinze!!!
Perdi a hora!
Bom... 
Hoje à noite tento dormir pensando como seria o dia se eu tivesse acordado no horário e ido trabalhar... Boa noite!




Pois bem... A coisa acontece mais ou menos assim!


Ah, antes de mais nada, gostaria de agradecer a Marcela Barreto do Blog Memórias Psicodélicas que me concedeu um selo do Prêmio Dardos.

"O Prêmio Dardos é um reconhecimento dos valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. Que demonstram e desenvolvem sua criatividade através do pensamento e o faz permeiar por/entre suas escritas. Este selo foi criado com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, mais uma das  formas de demonstrar afeto e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web.
Aqui vão as regras:
Exibir a imagem do Selo; Exibir o link do blog no qual recebeu o selo; Escolher 10, 15 ou 30 blogs para dar a indicação e visitá-los."


Agora, seguindo minha parte, fiz uma escolha pelos que trazem boas dicas de cultura ou mesmo que tem algo a contribuir em seus segmentos, vamos aos indicados:


Não completei o número de 10 pois não quero premiar números e sim quem merecer.

E é isso aí!
Ficamos por aqui com a edição da vez, logo volto com mais acontecimentos e devaneios!
Eu sou Robinho Bravo:
Até o próximo e emocionante episódio!





Bem Desocupado Soundtracks - Now Playing: Rocket Skates - Deftones

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Resgatando Momentos


Senhores e senhoras, crianças de todas as idades, vai começar O Maior Espetáculo da Terra!
Bom... Ocorreu um pequeno imprevisto... Vocês terão que se contentar com o autor deste Blog mesmo...
Mas já que estamos aqui, vamos seguir viagem nas loucuras e devaneios de sempre!
Como já é de hábito, faço posts a cada duas semanas (ou pelo menos tento) pelos motivos que eu simplesmente quero.
"Picaretágens" à parte, eu tenho material escrito para alguns posts.
Só que vou fazendo alguns conforme as coisas acontecem e os já escritos vão ficando na gaveta, ou pasta dentro do Meus Documentos, como preferirem.

Esse que virá em instantes é o primeiro conto que escrevi.
Na época que eu era somente um "Desocupado" que fazia posts em horário de trabalho.
Estava só esperando um momento de incrível ausência de acontecimentos para postá-lo.
E ele chegou, irmãos!
Então sem mais delongas: 
Senta que lá vem história!





Ô Segurança, segure!


Com a firmeza de um boneco de posto, estava lá Walter Snailman, novo segurança contratado pela Palmer Empreendimentos LTDA.
Na frente da recepção do prédio sede da multinacional, em seu primeiro dia no emprego.
Emprego esse conseguido graças à "um pequeno empurrãozinho" da sua cunhada que trabalhava no departamento de Ações comunitárias da Palmer.
Deixando um breve bico em uma padaria como limpador dos fornos, Walter agora estava com emprego fixo, peito erguido e uma total falta de noção sobre quais seriam as funções de um segurança...
"Proteger a empresa" pensou ele.
Mas... Proteger de que? Ou quem? Uma empresa multinacional de empreendimentos que domina ações de muitos produtos e marcas não deve ser assim um alvo tão cobiçado...
Segurando seu radio de comunicação com as mãos nas costas e fazendo sua cara de mau, que de fato seria a única coisa que Walter sabia sobre o cargo, ele passou assim seus primeiros 37 minutos.
Logo seguidos por uma amistosa conversa com o chefe da segurança, senhor Ruy Vargas, um senhor de 53 anos, porém não aparentando mais que 51, com uma vistosa e protuberante barriga que um dia nunca existiu no auge de sua juventude, onde desde o final de sua puberdade já exercia a função de segurança em um prédio do Banco Nacional.
Ruy passou todas as informações possíveis de se captar em algumas horas de treinamento para Walter em aproximadamente 5 minutos e algumas não captadas também.

Logo então, Walter já sabia que deveria prestar boas ações a pessoas perdidas pela recepção do prédio, verificar acesso de não autorizados, verificar o sistema de segurança interno do prédio durante 3 horas de seu turno as terças e quintas conforme sua escala, fazer a vistoria dos andares após fechamento do expediente e proteger a empresa de malfeitores e senhoras mal-intencionadas que se recusariam a passar pelo detector de metais, como ele já suspeitava do cargo.
Ficou sabendo também que a principal ameaça a segurança da empresa era um ex-funcionário, Ricardo Prestes Agnes. Que uma vez fora o zelador do prédio, passando rapidamente para vários cargos até chegar a Auxiliar de Almoxarifado, onde subitamente se revoltou contra o Gerente Geral da Palmer Empreendimentos por ter comido o ultimo pão de queijo da cozinha do prédio e resolveu tingir a água na caixa d'agua do prédio com uma tintura para roupas Ektacolor vermelho 386, causando alarde e confusão em todos os funcionários.
Walter, como segurança inteiramente capacitado há 20 minutos não sentiu muito fraquejar mediante seu novo inimigo, seguindo aproximadamente uma semana com a maior calma possível em seu novo serviço com carteira assinada.

Após a calmaria, vem a tormenta.
E em uma quinta-feira, durante um período de meditação profunda no qual Walter ponderava sobre como seria um mundo feito de palha de aço em seu turno de verificação do sistema de segurança. 
O atento segurança é acordado com o rádio que informa que Ricardo Prestes Agnes, O malfeitor, estava disfarçado dentro de um dos banheiros do prédio, mais precisamente no quarto andar, para mais uma de suas tentativas maléficas de prejudicar a Palmer Empreendimentos LTDA.
Prontamente uma equipe de três seguranças e um bombeiro se destinaram ao quarto andar, liderados pelo já experiente Walter, eles se dividiram subindo um por cada lado das escadas de incêndio do prédio e outros dois descendo por cada lado, se encontrando em duplas e abordando o meliante no mictório em questão.
Por um descuido do grupo e ato inesperado do astuto malfeitor, o grupo de elite da segurança esqueceu de verificar os elevadores do prédio, possibilitando uma fuga cinematográfica e ao som de músicas lounge no melhor estilo Kenny G.
Sem se abater e ao investigar o perímetro, um dos seguranças subordinados a Walter, Juan, Ramón ou algo assim descobriu o atentado cometido pelo ex-auxiliar de almoxarifado.
"Señor, yo encontré!" Dizia Javier, ou sabe-se lá como chamava o pequeno bigodudo.

-Central, Q.A.P. central, P.A.S.D. (dizia Walter juntamente com todas as outras siglas de segurança que aprendeu em seu treinamento e com a experiência de uma semana no cargo)
Central, Q.A.P.  podem cancelar o esquadrão anti-bombas, repito, cancelar esquadrão anti-bombas.

-O que aconteceu Walter, abateram o meliante? - em um tom semi-irônico vindo pelo rádio comunicador.

-N-Não, ele fugiu... - disse Walter.
Mas conseguimos chegar ao local antes que ele tivesse tempo de terminar seu atentado!
O meliante escreveu na parede do segundo box "Gosto de homens fortes. Colombina: 3628-7675. (e uma inacabada genitália masculina)" felizmente chegamos a tempo e ele não completou sua mensagem!!

Após momentos de tensão e adrenalina, Walter resolve tirar sua hora de janta...
Ao voltar para a sala da segurança Se depara com o gerente geral da Palmer com uma cara tão vermelha quanto como se tivesse acabado de voltar de uma semana de férias nas Bahamas que foi sem nenhum protetor solar na bagagem e ganho um pequeno câncer de pele de brinde inteiramente grátis.
Logo que adentra a sala, Esteban, o pequeno segurança bigodudo aponta para Walter "Señor, es el! El hombre de lo numero!!"
Os seguranças da Palmer resolveram ligar para o número da "Colombina" no banheiro masculino que Walter havia falado pelo rádio, somente como brincadeira.
Porém o número resultou sendo do Gerente Geral, mais um golpe bem aplicado de Ricardo Prestes Agnes.
O desprivilegiado Walter então sobe junto com o gerente para sua sala...

Um mês se passou após o fato do banheiro.
Vemos agora Ruy Vargas voltando de sua caminhada matinal e passando por sua padaria de costume.
"Empregado do mês... Eu conheço essa foto... Walter!"

-Ei, campeão! - Chamando o dono da padaria, que era um conhecido de longa data - Você que contratou o Walter?

-Sim, ele pediu o emprego de volta fazem mais ou menos uns vinte dias... É um bom funcionário, mas confesso que não sei o que aconteceu com ele.
Agora toda vez que vai ao banheiro escreve nas paredes sobre uma tal de Colombina e coloca um numero de telefone... 
Mas é um bom limpador de fornos.










É isso aí, crianças!
Espero que tenham se divertido com mais um conto, que por acaso não lembrava de ser tão longo.
Releiam, comentem, divulguem, façam deliciosos bolos e sejam felizes!
Aqui é Robinho Bravo:
Até o próximo e emocionante episódio!








Bem Desocupado Soundtracks: Now Playing - New Moon Rising - Wolfmother.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Momento Pascal

Ó, e agora... Quem poderá nos defenter?
Eu!
Bom, mas isso mediante um pagamento, sabe como é Doutor, preciso pagar o pó das crianças...
Enfim, vamos a mais um post incrível e totalmente sem nexo!
Como naqueles momentos em que estamos caminhando ou fazendo qualquer coisa e vem em nossas cabeças uma imagem de quando eramos crianças ou algo que não tem nada a ver.
Por esses dias estava caminhando a caminho da faculdade quando pensei no seguinte:
"Se Deus é brasileiro... Jesus é paulista, já que caminha sobre as águas." 
Como todos nós em dias de chuva, coisa que vem acontecendo ultimamente.
J. Cristo esse que completou "aniversário de renascimento" ontem, data essa conhecida como "páscoa".
Que gerou mais um conto sem precedentes ou noções.
Ao contar a idéia inicial para minha garota recebi o seguinte comentário:
- Sim, você viaja muito! ("É louco!" ou algo assim, não lembro exatamente a frase).
Mas essa é a idéia, liberdade poética!
Bom, sem mais delongas...
Senta que lá vem história!





Coelhinho, se eu fosse como tú...

Bom garoto, você já me conhece.
Então me vendo deve imaginar que minha vida nem sempre foi assim.
Eu, Horácio, nasci destinado à uma profissão!
Coisa de família, sabe?
Vendo meu pai fazer esse trabalho sabia que um dia seria minha vez de substituí-lo.
De antemão aprendi tudo que poderia sobre essa arte. E lá estava eu, no dia da minha nomeação, muito feliz e admito que nervoso. 
Mas não muito, afinal, o que são três desmaios seguidos hoje em dia?
Então ouvi as palavras que esperei por 23 longos anos:

- E o novo Coelho da Páscoa é: Horácio Néves!

Muito modesto, eu estava muito orgulhoso de mim mesmo, também sentia orgulho no lugar de meu pai, minha mãe, meus sete irmãos e nossos nove tios.

O começo foi meio complicado, vários workshops para aprender a botar os ovos de maneira indolor.
Mas meu trabalho era relativamente fácil durante a maior parte do ano, simplesmente desenvolvia novas técnicas e receitas para ovos.
Modéstia à parte, eu fui o melhor coelho que a corporação já teve!
Desenvolvi chocolates tão doces que se fossem comercializados precisariam aumentar o total máximo de açúcar de um alimento de 100% para 132%.
Alguns dos meus chocolates tinham propriedades de alteras estado de consciência ou mesmo curar pequenas enfermidades.
Eu era praticamente um mago dos chocolates de páscoa e minhas entregas de ovos eram as mais rápidas e eficientes que se já teve notícia.
Consegui viver nessa utopia por alguns 15 anos...

No ano fatídico, durante os meses que antecederam a páscoa, os grandes conglomerados alimentícios resolveram pensar "E se nós fabricarmos ovos de chocolate em grande quantidade para vendê-los por um preço três vezes maior do que vale seu peso?".
Foi então que as fábricas começaram a produção, contrataram mão de obra de coelhos chineses e bolivianos que trabalhavam pela metade do preço e por muito mais tempo clandestinamente...

Eu estava desempregado...
Sem poder competir com o mercado capitalista que foi criado...
Com diabetes devido aos anos de consumo excessivo de chocolate...
E devendo muito dinheiro para traficantes de confeitos... (Com o tempo desenvolvemos vícios, eu tinha uma pequena queda em relação a brigadeiros coloridos.)

Mas recuperei as rédeas de minha vida!
Usei minhas finais economias para comprar esta Van e começar a vender sanduíches na porta de festas, jogos de futebol e instituições de ensino.
Agora ganho meu dinheiro honestamente e fazem sete anos que estou longe dos chocolates!

A propósito, um dog e um refri, são 3,50!
Pode pagando, rapaz!
Fica aí de conversa, mas ainda tem que pagar a conta!










Agora sim!
Todos podemos comprar 300g. de chocolate por 20 reais!
Mas tem formato de ovo, então tudo bem!
Vamos todos comprar ovinhos, ficar gordinhos e felizes.
Bom, esse foi mais um momento de devaneios e viagens de uma cabeça que não consegue parar muito.
Logo estaremos de volta com mais!
Até próximo e emocionante episódio!






Bem Desocupado Soundtracks: Now Playing - Rebel Rebel - David Bowie.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Bonde Dos Eruditos.


Ora, ora!
Estamos mais uma vez aqui só para passar o tempo...
Tempo esse que me faz lembrar certo fato que ocorreu duas semanas atrás.
Estava voltando da faculdade de carona com um amigo quando, ao parar em um farol, nos deparamos com uma cena até que comum:
Um rapaz, no possível "carro do papai" ouvindo funk como se não houvesse amanhã, muito menos leis que proibissem barulho muito alto após as 22 horas...
"Por que, Deus?! Por que as músicas são sempre ruins?!?!"
Como sou uma pessoa muito amigável e principalmente porquê meu ouvido não é, nem nunca foi, penico precisei fazer comentários, digamos assim, maldosos sobre o juvenil fanfarrão.
Meu amigo também não ficando por menos, entre outras coisas disse: 
- Quando é pra essas coisas, nunca faltam carros... Ainda quero ver alguém colocando um Chico Buarque socado!

Partindo desse pensamento teremos hoje um Conto Desocupado sobre essa utópica visão.
Sentá que lá vem história!






Stravinsky Socadão!

"Saudações caros amigos, sou Leopoldo.
Jovem de classe média da metrópole paulistana e tenho para vocês meu relato sobre sedução, velocidade e música de qualidade:
Equipei meu automóvel movido a combustivel renovável com um equipamento de áudio veicular e caixas amplificadoras com enorme potência...
Selei as mesmas para maior desempenho de meu meio locomotivo, o rapaz responsável do estabelecimento que contratei para executar a função de instalação do equipamento disse que meu veículo ficaria "bombadão".
Mesmo sendo pacifista aceitei a alcunha como um elogio.

Dei a partida e me locomovi até o bairro de Vila Olímpia, sede de casas de entretenimento musical e alcoólico jovem.
Ao passar pelas ruas movimentadas de diversões joviais e os mesmos se divertindo, vendo tantas belas ninfas com formosura tal Aphrodite em pessoa achei por justo fazer um cortejo para as que me viam locomover.
Não pensei por menos fazer uso de meu novo equipamento sonoro automotivo.
Liguei o volume no máximo, como diriam os assíduos frequentadores de aglomerações juvenís "meti um Stravinsky socadão!" que estava "bombando nas caxa".
Fiz as vezes de bom anfitrião de meu espetáculo e "lancei um Beethoven boladão!" e é por óbvio que as musas de minha cobiça se tomaram de calores do corpo e certezas por mim ou mesmo posso dizer que "as mina pagaram um pau nervoso!".
Freei meu veículo perto de uma que atentou meus olhares, sem exitar para não perder a oportunidade de me entrosar com a bela fui proclamando minha intenção:

- Iae mina, bora lá dá uns role pela quebrada no carango loco?

Obviamente que a jovem beldade aceitou meu convite e fomos então para ambientes mais reservados com intenções de diversão privada.
Mais detalhes sobre o resto de minha aventura não são de bom tom para serem comentados a puros pulmões dessa forma...
Mas posso assegurá-los de que tive fantasiosos momentos com a dama.
Porquê... 
Eu sô treze e pego geral!
As mina curti quando eu chego quebrando tudo com meus som bolado! 
Viiiiixe mano, já rodo uns Brahms, uns Tchaikovsky sinistro de cara pra dá um pá...
Ae já foi! 
As mina já sabe quem tá na pegada!
Socadão, bombando nas caxa selada, só os erudito proibidão!
Aqui é loco, truta!"





Vamos admitir.
Mesmo que não fossem músicas eruditas, mas existem pessoas que não tem a menor noção...
E eu nem comecei a falar dos que tocam "música" no celular...
Juntamente com o conto de hoje, vamos ao lançamento da comunidade "Stravinski Socadão!"

Assim, terminando a edição de hoje.
Com uma nova "comunidade quase protesto".
Em um próximo momento teremos mais loucuras de uma vida desocupada.
Até o próximo e emocionante episódio!






OBS: Nem venham com papinhos de "gosto não se discute"...
Certas coisas não são gostos, prefiro o termo "defeitos".


Bem Desocupado Soundtracks: Now Playing - Firebird Suite - Igor Stravinsky.
Trilha Alternativa: Now Playing -  I Just Don't Know About Girls - The Hellacopters.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Frio, querido frio!


Fala gente bonita!
Está frio!!
Viva! Está frio novamente!
Tempo de usar roupas melhores e esconder os pneuzinhos!!
Estamos aqui novamente... Novamente sem o que fazer...
E agora na versão sem trabalho! Com muito mais tempo disponível!!
(Como se isso fosse uma boa coisa...)
Bem, perder empregos é algo que todos estão sujeitos, pelo menos os que trabalham.
E é sobre esses assuntos que trataremos no conto de hoje.
Senta que lá vem história!




Guatemala abaixo de zero.


- Boa noite! Começa agora mais um "Minha história por mim mesmo"!
E no programa de hoje: Hector Zacapa.

- Boa noite, sou Hector Zacapa e contarei minha tragetória de vida, minha carreira no esporte, minha fama repentina e minha decadência. Uma vida regada de escândalos e processos.
É o que você vê agora, no "Minha história por mim mesmo".

Tudo começou em 1970, quando nasci...
Logo após, em 1997 trabalhava na fazenda de meus pais.
Certo momento eu estava levando algumas das espigas de milho que colhemos para a cidade mais próxima em um carrinho de mão, coisa de 27 quilômetros. 
Era por volta do meio dia e eu corria pois queria voltar para casa a tempo de assistir a novela das oito (em minha casa possuíamos uma única TV, então o primeiro dos 12 irmãos que terminasse suas tarefas poderia ligar primeiro e escolher o canal).
 Súbitamente, me via sendo intimado por um homem que se dizia "descobridor de talentos em meios rurais do 3º mundo" e que me fez uma proposta de treino para uma modalidade de esportes de neve.
Claro, tive minhas dúvidas no começo, já que meu porte atlético é similar ao de um pato com uma leve tendência para a anêmia. 
Porém como ele disse para fazer um treio teste e o capítulo da novela do dia seria uma reprise, resolvi aceitar após terminar a entrega dos cerais sabugosos que minha família produzia.

Cheguei ao centro de treinos, que ao meu ver parecia mais com uma borracharia em uma rua de terra, com uma banheira com rodinhas ao centro do que algum lugar onde se treinaria algo. Além de arrumar pneus, claro.
Ele então se apresentou formalmente John Kloucos era seu nome, ele vinha da Estônia e representava uma comissão de esportes de inverno que buscava competidores que se naturalizassem para representar seu país nas próximas olimpíadas de inverno.
Como eram esportes de inverno e lá não tínhamos neve, aquilo era improviso.
Ele me pediu para segurar na banheira, empurrá-la o mais rápido possível e descer a rua de terra.
Essa hora eu tinha um pensamento fixo, parecido com aqueles filmes em que um carro era arremessado de uma montanha e explodia ao cair morro abaixo.
Tentei mesmo assim, se me quebrasse pelo menos ficaria um tempo sem trabalhar na colheita.
Segundo John meu resultado foi ótimo, tirando o fato do pequeno gato que foi atropelado pela "bañera de la muerte", nome esse dado pelos moradores que viram o fato, automaticamente se transformando em uma lenda urbana da cidade.
Mas como na pista oficial não tinham felinos mal-intencionados eu estava contratado!

Viajei para a Estônia onde todos os papéis de naturalização já me aguardavam e começaram os treinos reais.
Treinei com a equipe nacional de Bobsled por nove meses.
No ano seguinte, começaram as olimpíadas de inverno em Nagano, no Japão. 

Não estava acostumado com aquelas temperaturas baixas que faziam na vila olímpica, mas um dos meus companheiros de equipe, Slovakng Pteurashisk (conhecido como Bob) me ofereceu ajuda contra o frio intenso... Admito que desisti de suas técnicas quando percebi que elas se tratavam simplesmente de dividirmos uma das camas após um banho de esponja.

No outro dia, seria nossa primeira competição.
Eu estava bem limpo e pronto para bater recordes!
Conseguimos uma colocação de 2º lugar nas classificatórias.
O que trazia muito orgulho para um Estoniano como eu!
Porém nem tudo são flores... Ou banhos de esponja...
No dia final de competição, fomos banidos da prova. Este humilde esportista foi acusado injustamente!
Por incrível que possa parecer não passei no exame anti-doping devido a uma bala de goma que comi na noite anterior.
Aparentemente existia uma substância nas verdes que alterava o desempenho dos atletas, agora sei porque ninguém gosta das verdes.
Em resultado fomos banidos da competição e humilhados em praça pública de volta ao nosso país.

Como "mentor da alteração de resultados atléticos" fui submetido a uma bateria de exames e um processo que seria o que definiria minha vida daquele momento em diante.
Eu resolvi que seria meu próprio advogado, mas devido um pequeno desentendimento em relação aos custos o contrato foi rompido.
Acabei por ter minha presença banida em qualquer evento esportivo, social ou intelectual que viesse a ocorrer e fui extraditado de volta para a Guatemala...

"12 anos depois Hector espera uma notícia que pode mudar novamente o rumo de sua vida: A liberação de um empréstimo para começar uma fábrica de balas de goma sem adição de esteróides. Um negócio muito produtivo na região da Guatemala."

-Esse foi mais um "Minha história por mim mesmo" e na próxima edição:  Gaguinho - Drogas, psicodelia e um único bordão.
Não perca!






Bem amigos, por hoje é só!
Teremos muitos outros momentos de loucuras e idiotices logo!
Comentem e tudo mais!
Até o próximo e emocionante episódio!




Bem Desocupado Soudtracks: Now Playing - The Little Things - Danny Elfman